Os maiores desafios para alcançar a nova geração são “conforto, narcisismo e dúvida”

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Um debate com especialistas, organizado pela The Gospel Coalition, focando a evangelização das alcançar gerações mais jovens, tentou identificar maiores desafios para alcançar a nova geração. Durante o encontro, neste dia 1º de abril, em Indianápolis, Indiana.

Estavam presentes na mesa os pastores Cameron Cole e Stephen Um, a autora e palestrante Jackie Hill Perry e o evangelista Glen Scrivener. Todos possuem larga experiência na área de evangelização de jovens e identificaram que a geração atual é caracterizada pela “busca do conforto”, pelo “narcisismo” e pela “dúvida”, que seriam os maiores desafios à sua conversão.

“Os perigos do narcisismo são enormes, especialmente na era da mídia social e especialmente para os mais jovens”, disse Scrivener, diretor do ministério Speak Life, que trabalha no Reino Unido. Ele apontou que, no mito original de Narciso, o personagem principal estava apaixonado não apenas por si mesmo, mas também pela imagem de si mesmo.

“Algo muito interessante em uma era do Instagram, que nos apaixonamos não por nós mesmos, mas pela nossa imagem editada que projetamos no mundo. No entanto, é algo tão vazio, tão oco”, enfatizou o evangelista.

O pastor Cole, que ministra há muitos anos para jovens e crianças, ressaltou quais são “os ídolos mais comuns” que impedem os jovens de se tornarem cristãos.

“Quando falamos em tentar levar as crianças a Cristo, muitas vezes vemos que há ídolos a que eles se apegam e que não querem deixar ir para se renderem ao senhorio de Jesus”, disse Cole. Para ele, a igreja precisa reaprender a se comunicar nessa era da cultura digital.

Em seguida, Perry, que tem uma conhecida carreira artística, apontou para o que considera o maior desafio: “a dúvida” que caracteriza a atual geração. “Muitos não querem uma resposta. Estão viciados em questionar tudo. Eu acho que isso é um ídolo”, concluiu.

Por fim, o pastor Um, o presidente do Centro da Cultura do Evangelho, identificou o “conforto” como um “ídolo” para os jovens. “Existe um problema de ‘excesso de segurança’ entre os jovens, que são consumidos pelo conforto. Eles se referem a problemas que muitas vezes nem são reais e alegam ‘não me sinto confortável’. Portanto, acreditam que alguém que discorda deles é uma ameaça potencial”, resumiu.

De acordo com um levantamento recente do Instituto Barna, 35% dos adolescentes dessa geração se identificam como “ateus, agnósticos ou sem religião definida.

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